Carregando...

Redação para atingir nota 900+ esse ano

Um modelo de redação do Enem resolve metade do problema antes da prova começar.

O difícil não é decorar a estrutura, é saber encaixar qualquer tema dentro dela.

Veja o esqueleto e três redações inteiras escritas em cima dele.

redação do Enem

O modelo de redação do Enem em quatro parágrafos

Esse modelo tem quatro parágrafos e dois agentes fixos: o Estado e a mídia. Ele foi tirado de uma redação real que alcançou 960 pontos e funciona em quase todo tema, porque quase todo problema social pode ser explicado por falha do poder público somada à falta de visibilidade. O que está entre colchetes é a única coisa que muda.

Introdução. A Constituição Federal garante a todos os cidadãos [o direito ligado ao tema]. Entretanto, a realidade brasileira diverge do que prediz a Carta Magna, devido a um cenário em que [o tema] mostra-se [adjetivo do problema] por conta de estruturas políticas e sociais. Nesse sentido, [o problema] persiste devido a uma postura negligente do Estado e à omissão da mídia.

Primeiro argumento. Em primeiro plano, é imperioso destacar que [o problema] se dá por negligência estatal. Diante desse cenário, é possível afirmar que [frase que nomeia o fenômeno], devido a [causa 1] e a [causa 2]. Segundo o [IBGE], [dado ou projeção]. Desse modo, [o problema] cresce devido à falta de ação do Estado, que age em desacordo com o pensamento de John Locke, para quem o Estado é fruto de um pacto social e existe para garantir os direitos dos cidadãos, de modo que a omissão do poder público rompe esse acordo. Logo, cabe ao Poder Público fomentar ações que visem [a finalidade ligada ao tema].

Segundo argumento. Ademais, é lícito postular que a omissão midiática contribui para [o problema]. Nessa ótica, a mídia é um veículo democrático que deveria lutar pelos direitos da população, mostrando a necessidade de se cobrar do Estado ações que transformem o Brasil em um espaço adequado para [o que o tema exige]. Seguindo essa linha de raciocínio, ao evidenciar [o que precisa ser exposto], esse posicionamento dialoga diretamente com o que propõe a escritora Djamila Ribeiro, que afirma que, para resolver um problema, é essencial colocá-lo em evidência. Assim, é de suma importância que o veículo midiático exiba [o que hoje fica escondido], para que a questão ganhe visibilidade na sociedade, gerando maior cobrança.

Conclusão. Portanto, o Estado deve [objetivo geral]. Por isso, cabe ao governo — órgão máximo responsável por políticas públicas — [ação], por meio de [meio], para [efeito]. Paralelamente, cabe à mídia, por meio de telejornais, [expor] [o quê], visando [finalidade].

A decisão de verdade na introdução é qual direito citar.

📊 Qual direito citar na abertura
Saúde, saneamento, saúde mental
o acesso à saúde
 Educação, evasão escolar
o direito à educação
 Moradia, favelas
o direito à moradia
 Racismo, machismo, gordofobia
a igualdade perante a lei
 Tema sem direito óbvio
a dignidade da pessoa humana

As três redações abaixo não são previsão de tema, são treino de encaixe. Cada uma esbarra em uma dificuldade diferente.

Redação 1: saúde mental dos jovens

O caso mais simples, em que o modelo entra sem adaptação nenhuma. O que está em negrito preencheu as lacunas.

A Constituição Federal garante a todos os cidadãos o acesso à saúde. Entretanto, a realidade brasileira diverge do que prediz a Carta Magna, devido a um cenário em que a saúde mental dos jovens mostra-se desamparada por conta de estruturas políticas e sociais. Nesse sentido, o adoecimento psíquico da juventude persiste devido a uma postura negligente do Estado e à omissão da mídia.

Em primeiro plano, é imperioso destacar que o adoecimento psíquico da juventude se dá por negligência estatal. Diante desse cenário, é possível afirmar que o país convive com um número crescente de adolescentes que relatam ansiedade e tristeza profunda, devido à pressão por desempenho escolar e à ausência de acompanhamento psicológico na rede pública. Segundo o IBGE, pesquisas com estudantes brasileiros apontam alta frequência de relatos de solidão e sofrimento emocional. Desse modo, o adoecimento psíquico da juventude cresce devido à falta de ação do Estado, que age em desacordo com o pensamento de John Locke, para quem o Estado é fruto de um pacto social e existe para garantir os direitos dos cidadãos, de modo que a omissão do poder público rompe esse acordo. Logo, cabe ao Poder Público fomentar ações que visem o cuidado psicológico da juventude.

Ademais, é lícito postular que a omissão midiática contribui para o adoecimento psíquico da juventude. Nessa ótica, a mídia é um veículo democrático que deveria lutar pelos direitos da população, mostrando a necessidade de se cobrar do Estado ações que transformem o Brasil em um espaço adequado para o cuidado da saúde mental. Seguindo essa linha de raciocínio, ao evidenciar a falta de psicólogos nas escolas e nos postos de saúde, esse posicionamento dialoga diretamente com o que propõe a escritora Djamila Ribeiro, que afirma que, para resolver um problema, é essencial colocá-lo em evidência. Assim, é de suma importância que o veículo midiático exiba as histórias de jovens que procuram atendimento e não encontram, para que a questão ganhe visibilidade na sociedade, gerando maior cobrança.

Portanto, o Estado deve garantir cuidado em saúde mental à população jovem. Por isso, cabe ao governo — órgão máximo responsável por políticas públicas — ampliar o atendimento psicológico nas escolas públicas, por meio de convênios entre as redes de ensino e o SUS, para reduzir o adoecimento entre estudantes. Paralelamente, cabe à mídia, por meio de telejornais, expor a falta de profissionais de saúde mental na rede pública, visando gerar cobrança social por atendimento.

Repare no dado do IBGE: amplo e verdadeiro, sem número exato. Vale mais uma afirmação da qual você tem certeza do que uma porcentagem inventada.

Redação 2: inclusão de pessoas neurodivergentes

A primeira dificuldade real: não existe direito específico das pessoas neurodivergentes na Constituição, então entra o curinga da dignidade. Daqui em diante o texto vai limpo, do jeito que sai na folha.

A Constituição Federal garante a todos os cidadãos a dignidade da pessoa humana. Entretanto, a realidade brasileira diverge do que prediz a Carta Magna, devido a um cenário em que a inclusão de pessoas neurodivergentes mostra-se incompleta por conta de estruturas políticas e sociais. Nesse sentido, a exclusão de autistas e de pessoas com TDAH persiste devido a uma postura negligente do Estado e à omissão da mídia.

Em primeiro plano, é imperioso destacar que a exclusão das pessoas neurodivergentes se dá por negligência estatal. Diante desse cenário, é possível afirmar que o capacitismo, discriminação sofrida por quem tem funcionamento cognitivo diferente do padrão, ainda organiza o acesso à escola e ao emprego, devido à falta de formação dos professores e à ausência de adaptação nos processos seletivos. Segundo o IBGE, milhões de brasileiros com deficiência enfrentam barreiras de acesso à educação e ao mercado de trabalho. Desse modo, a exclusão das pessoas neurodivergentes cresce devido à falta de ação do Estado, que age em desacordo com o pensamento de John Locke, para quem o Estado é fruto de um pacto social e existe para garantir os direitos dos cidadãos, de modo que a omissão do poder público rompe esse acordo. Logo, cabe ao Poder Público fomentar ações que visem a inclusão desse grupo na vida escolar e produtiva.

Ademais, é lícito postular que a omissão midiática contribui para a exclusão das pessoas neurodivergentes. Nessa ótica, a mídia é um veículo democrático que deveria lutar pelos direitos da população, mostrando a necessidade de se cobrar do Estado ações que transformem o Brasil em um espaço adequado para a convivência com a diferença. Seguindo essa linha de raciocínio, ao evidenciar as barreiras enfrentadas dentro da sala de aula e nas entrevistas de emprego, esse posicionamento dialoga diretamente com o que propõe a escritora Djamila Ribeiro, que afirma que, para resolver um problema, é essencial colocá-lo em evidência. Assim, é de suma importância que o veículo midiático exiba o cotidiano de famílias que procuram apoio especializado e não encontram, para que a questão ganhe visibilidade na sociedade, gerando maior cobrança.

Portanto, o Estado deve assegurar inclusão real às pessoas neurodivergentes. Por isso, cabe ao governo — órgão máximo responsável por políticas públicas — formar professores para o atendimento educacional especializado, por meio de cursos permanentes nas redes de ensino, para reduzir a evasão escolar desse grupo. Paralelamente, cabe à mídia, por meio de telejornais, mostrar as barreiras enfrentadas por pessoas neurodivergentes na escola e no trabalho, visando combater o capacitismo.

A jogada dessa redação é a palavra capacitismo. Todo tema de preconceito tem um nome técnico, e usá-lo vale repertório sem precisar de citação.

Redação 3: desinformação nas redes sociais

O encaixe mais difícil, porque o segundo argumento acusa a mídia justo num tema em que ela costuma ser a culpada. A saída é separar as plataformas digitais, que espalham o conteúdo falso, da imprensa, que deveria denunciar isso.

A Constituição Federal garante a todos os cidadãos o acesso à informação. Entretanto, a realidade brasileira diverge do que prediz a Carta Magna, devido a um cenário em que a circulação de notícias falsas mostra-se descontrolada por conta de estruturas políticas e sociais. Nesse sentido, a desinformação persiste devido a uma postura negligente do Estado e à omissão da mídia.

Em primeiro plano, é imperioso destacar que o avanço da desinformação se dá por negligência estatal. Diante desse cenário, é possível afirmar que as redes sociais se tornaram a principal porta de entrada de notícias para boa parte da população, devido ao alcance dos aplicativos de mensagem e à ausência de regras claras para as plataformas digitais. Segundo o IBGE, o acesso à internet já alcança a maioria dos domicílios brasileiros, sobretudo pelo celular. Desse modo, a desinformação cresce devido à falta de ação do Estado, que age em desacordo com o pensamento de John Locke, para quem o Estado é fruto de um pacto social e existe para garantir os direitos dos cidadãos, de modo que a omissão do poder público rompe esse acordo. Logo, cabe ao Poder Público fomentar ações que visem a proteção do debate público.

Ademais, é lícito postular que a omissão midiática contribui para o avanço da desinformação. Nessa ótica, a mídia é um veículo democrático que deveria lutar pelos direitos da população, mostrando a necessidade de se cobrar do Estado ações que transformem o Brasil em um espaço adequado para o debate público. Seguindo essa linha de raciocínio, ao evidenciar como as plataformas digitais impulsionam conteúdos falsos em troca de engajamento, esse posicionamento dialoga diretamente com o que propõe a escritora Djamila Ribeiro, que afirma que, para resolver um problema, é essencial colocá-lo em evidência. Assim, é de suma importância que o veículo midiático exiba o caminho que uma mentira percorre até chegar ao celular do leitor, para que a questão ganhe visibilidade na sociedade, gerando maior cobrança.

Portanto, o Estado deve proteger a população da desinformação. Por isso, cabe ao governo — órgão máximo responsável por políticas públicas — incluir a educação midiática no currículo escolar, por meio de diretrizes do Ministério da Educação, para formar leitores capazes de checar o que recebem. Paralelamente, cabe à mídia, por meio de telejornais, denunciar os mecanismos que impulsionam conteúdos falsos nas plataformas, visando ampliar a checagem de informação pelo público.

Guarde esse raciocínio: ele vale para qualquer tema em que a mídia apareça como vilã.

Erros que derrubam a nota mesmo com o modelo de redação pronto

O modelo protege a estrutura, mas não protege contra desatenção. Os erros abaixo aparecem justamente em quem decorou o esqueleto.

⚠️ Atenção: proposta de intervenção sem agente, ação, meio e finalidade derruba a competência 5 inteira, por mais bem escrito que esteja o resto do texto.

  • Colar o modelo sem adaptar. Se as lacunas não conversarem com a frase temática, o corretor entende como tangenciamento.
  • Repertório sem explicação. Citar Locke sem dizer o que ele defende vira enfeite.
  • Estourar as 30 linhas. O modelo cabe, mas só com lacunas curtas.
  • Erro de crase e concordância. Foi o que impediu a redação original de chegar aos 1000 pontos.

ℹ️ Importante: este conteúdo é independente e informativo, sem relação com o Inep ou com o MEC. Para informações oficiais, consulte sempre os canais do exame.

Um modelo de redação do Enem não escreve o texto por você, mas tira do caminho a parte que trava a maioria dos candidatos. Copie as três redações à mão, uma por dia, e depois escreva uma quarta com um tema novo.

Aviso Importante

Em nenhum momento solicitaremos qualquer tipo de pagamento para liberar produtos ou serviços, incluindo opções financeiras como limites de crédito, financiamento ou propostas similares. Caso receba tal solicitação em nome do Dicas.pro, recomendamos que entre em contato conosco imediatamente. É fundamental também revisar cuidadosamente os termos e condições da empresa responsável pela oferta antes de prosseguir. Este site pode ser monetizado por meio de publicidade e recomendações de produtos. Todo o conteúdo publicado é baseado em análises e pesquisas, buscando sempre apresentar comparações equilibradas entre as opções disponíveis.

Transparência com os Anunciantes

O Dicas.pro é um portal independente com conteúdo informativo, mantido por meio de parcerias comerciais. Para continuarmos oferecendo acesso gratuito aos usuários, algumas recomendações exibidas podem estar vinculadas a empresas parceiras que nos remuneram por indicações. Essa remuneração pode influenciar a forma, a posição e a ordem em que determinadas ofertas aparecem. Além disso, utilizamos nossos próprios critérios, incluindo análise de dados e sistemas internos, para organizar o conteúdo apresentado. Ressaltamos que nem todas as opções financeiras disponíveis no mercado estão listadas aqui.

Política Editorial

As parcerias comerciais não interferem nas opiniões, análises ou recomendações feitas por nossa equipe editorial. O compromisso do Dicas.pro é produzir conteúdo imparcial e útil para o usuário. Embora nos esforcemos para manter todas as informações atualizadas e precisas, não podemos garantir que estejam sempre completas ou isentas de inconsistências. Portanto, não oferecemos garantias quanto à exatidão dos dados ou à adequação das informações para situações específicas.